O deputado estadual Alexandre Ayres (MDB) cobrou, nesta quarta-feira (21), o endurecimento da legislação brasileira como resposta urgente ao recorde de feminicídios registrado no país, que voltou a expor a gravidade da violência contra a mulher e a fragilidade das medidas atuais de proteção.
De acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o número de feminicídios bateu recorde no Brasil em 2025, com 1.470 casos registrados entre janeiro e dezembro, superando os 1.464 registros de 2024, que até então representavam a maior marca da série histórica e evidenciam o agravamento da violência de gênero no país.
Ao se manifestar nas redes sociais, Alexandre Ayres afirmou que o enfrentamento à violência contra a mulher não será efetivo sem leis mais severas, penas mais rigorosas e respostas mais rápidas do Estado, especialmente em âmbito nacional. “A violência contra a mulher não será enfrentada sem leis mais severas. Aqui no Estado, fazemos o que está ao nosso alcance, mas isso não é suficiente”, destacou o parlamentar.
Em Alagoas, Ayres é autor da Lei nº 9.599/2025, que determina a exposição dos nomes de assassinos e agressores, medida que fortalece a prevenção, amplia a proteção às mulheres e atua diretamente no combate à impunidade. “Essa lei expõe nomes de assassinos e agressores, fortalece a prevenção e amplia a proteção. Mas precisamos ser claros: isso não resolve o problema sozinha”, afirmou.
Para o deputado, é indispensável que o Congresso Nacional, seja na Câmara dos Deputados e no Senado, assuma sua responsabilidade institucional e avance, com urgência, em mudanças estruturais na legislação brasileira, tornando as penas mais duras e garantindo respostas mais rápidas contra quem agride e mata mulheres. “É urgente que a Câmara dos Deputados e o Senado aprovem leis mais duras, penas mais rigorosas e respostas rápidas. Enquanto o Brasil não endurecer a lei, mulheres continuarão pagando com a própria vida”, reforçou.
Alexandre Ayres também alertou que a violência contra a mulher não começa no ato extremo, mas em comportamentos abusivos que se repetem, se agravam e muitas vezes são relativizados, o que exige ação preventiva aliada ao rigor da lei.
A manifestação reafirma o compromisso do mandato do deputado com a defesa das mulheres, o fortalecimento da legislação e a cobrança permanente por políticas públicas mais eficazes, destacando que o enfrentamento da violência exige responsabilidade e ação concreta em todas as esferas de poder.


