A oposição segue aguardando um sinal definitivo do prefeito de Maceió, JHC. Enquanto isso, o grupo liderado pelo governador Paulo Dantas trabalha com um cenário bem mais adiantado para 2026. As principais peças já estão posicionadas no tabuleiro. Faltam poucas casas abertas — e, entre elas, a escolha do vice na chapa de Renan Filho é a mais importante.
No desenho de hoje no campo governista, as chapas majoritárias estão praticamente definidas. Renan Filho vai disputar o governo do Estado e o senador Renan Calheiros é o candidato natural à reeleição. A segunda vaga de senador segue em aberto, com dois nomes competitivos no radar: o deputado estadual Zé Wanderley e o vice-governador Ronaldo Lessa.
No plano proporcional, o cenário também avança com previsibilidade. O MDB já tem sua chapa de deputado federal praticamente montada, com estrutura para eleger dois nomes com segurança e disputar a terceira vaga. O PSD trabalha com uma chapa para fazer uma vaga e brigar pela segunda, enquanto a Federação Brasil iniciou agora a montagem do grupo mirando, prioritariamente, a reeleição do deputado Paulão.
Na disputa para a Assembleia Legislativa, o MDB deve vir com um chapão projetado para eleger entre 14 e 15 deputados estaduais. A Federação Brasil, por sua vez, trabalha com uma chapa mais enxuta, com potencial para garantir três vagas. Ainda no campo governista, a federação Solidariedade/PRD aposta na montagem das chapas proporcionais — federal e estadual — que devem ser anunciadas nos próximos dias.
Com esse desenho praticamente consolidado, as dúvidas no grupo do governo se concentram em dois pontos centrais: a viabilidade de um segundo nome competitivo ao Senado e, principalmente, a escolha do vice na chapa de Renan Filho. Esta, aliás, é tratada como a última grande definição do processo.
Nos bastidores, a leitura é que o nome do vice será definido a partir do cenário político do momento. Se houver uma disputa direta com JHC pelo governo, o prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa, ganha força para fazer a indicação, especialmente pelo peso eleitoral da segunda maior cidade do Estado e pelo seu poder de articulação regional. Em um ambiente de confronto mais acirrado, a vaga de vice tende a ser usada como instrumento de equilíbrio e ampliação da base.
Caso JHC fique fora da disputa, o cenário muda. A escolha do vice se torna mais tranquila e deve recair sobre uma indicação direta do governador Paulo Dantas ou do senador Renan Calheiros, com perfil mais técnico ou político, mas sem a necessidade de compensações eleitorais mais complexas.
O ponto central é que, até aqui, não há qualquer sinal de conflito interno. Paulo Dantas já deixou claro a seus aliados mais próximos que a prioridade absoluta do grupo é a eleição de Renan Filho. Dentro dessa lógica, a indicação do vice não será fruto de disputa pessoal ou imposição de grupos, mas de uma avaliação objetiva sobre o que fortalece mais a chapa e amplia as chances de vitória.
Fonte: Blog de Edivaldo Júnior


