O deputado federal Marx Beltrão (PP-AL) fez duras críticas à condução do governo federal no enfrentamento ao crime organizado, após a divulgação da operação internacional que resultou na apreensão de quase 10 toneladas de cocaína em um navio que saiu do Brasil com destino à Europa e foi interceptado pelas autoridades espanholas.
Para Marx Beltrão, o episódio evidencia o nível de organização, poder financeiro e alcance internacional das facções criminosas brasileiras, que hoje operam como verdadeiras máfias globais, utilizando portos, rotas marítimas e estruturas logísticas para o tráfico internacional de drogas.
Segundo o parlamentar, não se trata mais de criminalidade comum, mas de organizações altamente estruturadas, que desafiam o Estado brasileiro e expõem o país negativamente no cenário internacional.
“O mundo inteiro está vendo o que o Brasil insiste em não enfrentar com a seriedade necessária. Facções criminosas estão atuando em escala internacional, movimentando bilhões e exportando violência.
Diante disso, o governo parece fazer vista grossa e demonstra falta de pulso firme para tratar o crime organizado como a ameaça real que ele representa”, afirmou o deputado.
Marx Beltrão também ressaltou que o Congresso Nacional já discute o Projeto de Lei que trata do enquadramento das facções criminosas, ampliando os instrumentos legais para endurecer penas, fortalecer o combate ao crime organizado e dar mais respaldo às forças de segurança.
Para ele, falta ao governo federal assumir uma posição clara e apoiar, sem ambiguidades, medidas que avancem nessa direção.
O parlamentar defendeu providências urgentes, como o reforço do controle de portos e fronteiras, investimentos consistentes em inteligência policial, maior integração entre as forças de segurança e combate rigoroso à lavagem de dinheiro, que sustenta financeiramente as facções. Marx Beltrão destacou ainda que os estados não podem ficar sozinhos nessa luta e precisam de apoio efetivo da União.
“O Brasil precisa decidir se vai continuar reagindo de forma tímida ou se vai enfrentar as facções com seriedade, coragem e responsabilidade. O crime organizado não espera, não recua e não respeita fronteiras. O Estado brasileiro precisa agir à altura desse desafio”, concluiu.


