Apesar do discurso do governo Lula de que a educação é prioridade, os números do orçamento mostram outra realidade. No terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, os incentivos concedidos por meio da Lei Rouanet já ultrapassam R$ 8 bilhões, liberados via renúncia fiscal para financiar projetos culturais, eventos e produções concentradas em grupos e circuitos historicamente beneficiados pelo mecanismo.
Enquanto isso, os professores da educação básica receberam um reajuste de apenas R$ 18,10 no piso salarial. Esse aumento é simbólico e insuficiente para recompor perdas inflacionárias, ampliar o poder de compra ou melhorar as condições de trabalho em salas de aula superlotadas e com infraestrutura precária.
O contraste entre os recursos destinados à cultura e à educação evidencia prioridades distintas do governo. Bilhões são direcionados ao fomento cultural, enquanto a valorização do magistério permanece mínima, mostrando que o discurso oficial sobre educação muitas vezes se choca com a realidade dos contracheques e das condições de trabalho dos professores.


