sábado, agosto 30, 2025
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CPMI do INSS vai convocar irmão de Lula se necessário, diz relator

O relator da CPMI do INSS, deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), afirmou ao Metrópoles nesta quarta-feira (20) que poderá convocar o irmão mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o sindicalista José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, para depor na Comissão, se houver necessidade.

Frei Chico ocupa o cargo de vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi). A entidade, sediada em São Paulo e vinculada à Força Sindical, está entre as investigadas pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto, deflagrada em abril deste ano. A investigação tem como base reportagens do Metrópoles, que ficaram conhecidas como a Farra do INSS.

O deputado Ayres explicou que a convocação de Frei Chico ocorrerá apenas se as investigações apontarem evidências de envolvimento do sindicalista nas fraudes relacionadas a descontos indevidos na folha de aposentados e pensionistas. No entanto, ele ressaltou que o interesse na figura do irmão de Lula está mais ligado à sua relação familiar com o presidente.

“Se tiver de chamar, nós vamos chamar. Acontece que o interesse nele é mais em função de ser o irmão do presidente do que propriamente alguma coisa que ligue ele verdadeiramente”, disse Ayres.

O relator acrescentou que ainda será necessário verificar se Frei Chico teve alguma influência nas operações ou se atuava em decisões de nível mais elevado. “É algo que o decorrer da investigação vai permitir enxergar. Não pode ser assim de supetão, precisamos agir com responsabilidade”, completou o deputado.

CPMI do INSS

Após meses de indefinição, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) será instalada nesta quarta-feira (20).

Um dos fatores que atrasaram a instalação foi a obstrução do governo, já que uma CPMI voltada a uma instituição pública poderia enfraquecer politicamente o Executivo.

O escândalo do INSS veio à tona por meio de uma série de reportagens do Metrópoles, publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal revelou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia alcançado R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações enfrentavam milhares de processos por fraudes nas filiações de segurados.

As matérias do Metrópoles também impulsionaram ações da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU). No total, 38 reportagens foram citadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada em 23 de abril, resultando na demissão do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e na renúncia do ministro da Previdência da época, Carlos Lupi.

A presidência e relatoria da CPMI podem oferecer um fôlego político à gestão do presidente Lula. O senador Omar Aziz (PSD-AM) e o deputado Ricardo Ayres, considerados neutros, não assinaram o pedido de criação da comissão, decisão criticada por parlamentares da oposição.

A CPMI será composta por 16 titulares e 16 suplentes, incluindo parlamentares de perfil mais radical, como o senador Magno Malta (PL-ES) e o deputado Marcel Van Hattem (PL-RS).

Fonte: Política Alagoana

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