sábado, agosto 30, 2025
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Quaest mostra alta na popularidade de Lula e desaprovação da atuação de Bolsonaro no tarifaço

A mais recente pesquisa Quaest aponta um aumento na avaliação positiva do governo do presidente Lula. O índice de aprovação subiu para 46%, registrando alta de três pontos em relação ao levantamento anterior, enquanto a desaprovação recuou para 51%, diminuindo dois pontos.

No intervalo entre maio e agosto, houve uma mudança perceptível no humor da população em relação ao governo. A rejeição recuou seis pontos, enquanto a aprovação avançou na mesma medida. O Sudeste foi o foco da alteração mais expressiva: a desaprovação, que alcançava 64% em maio, passou para 55% em agosto; já a aprovação saltou de 32% para 42%. 

O cenário ainda não configura uma virada completa, mas sinaliza que Lula começa a recuperar fôlego em meio à turbulência criada pelas tarifas decretadas por Donald Trump.

De acordo com a pesquisa Quaest, 71% dos entrevistados consideram que Donald Trump erra ao adotar tarifas mais pesadas contra o Brasil sob a justificativa de perseguição a Jair Bolsonaro. Para 77%, o chamado “tarifaço” terá impacto negativo direto em sua vida cotidiana.

Quando o tema é a postura dos atores políticos diante da crise, 48% avaliam que Lula e o PT estão adotando as medidas corretas, enquanto apenas 28% enxergam Bolsonaro e seus aliados da mesma forma.

Na análise individual de desempenho, Lula aparece em vantagem: 44% dizem que ele tem lidado bem com a situação, contra 46% que avaliam o contrário, o que resulta em um saldo negativo de 2%. 

Já Tarcísio de Freitas registra índices mais baixos: só 24% consideram positiva sua atuação, ao passo que 35% a veem como negativa, produzindo um saldo negativo de 11%.

Segundo a pesquisa, os desempenhos mais negativos foram registrados por Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, cada um com saldo desfavorável de 31%. A leitura que se forma é de contraste: enquanto Lula aparece para parte expressiva da população como alguém que atua em defesa do país, Bolsonaro é associado a uma postura de submissão a interesses externos.

Conforme os dados, 49% dos entrevistados veem o presidente como defensor do Brasil, enquanto 41% acreditam que ele utiliza a crise para autopromoção. Eduardo Bolsonaro tem avaliação ainda mais dura: 69% entendem que ele prioriza objetivos pessoais e familiares, contra apenas 23% que o consideram defensor dos interesses nacionais.

Esses números fragilizam o discurso patriótico associado à família Bolsonaro e, ao mesmo tempo, reforçam a percepção de Lula como figura que protege o Brasil.

Fonte: Política Alagoana

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