Em Alagoas, a edição 2025 da Olimpíada Nacional de Ciências (ONC) mobilizou 19.691 estudantes na primeira fase da competição, que aborda conteúdos de astronomia, biologia, física, história e química. No total, 212 escolas públicas e privadas do estado aderiram ao evento, reforçando sua relevância e alcance.
As provas dessa etapa inicial foram realizadas entre os dias 14 e 16 de agosto. Os alunos com melhor desempenho seguem para a segunda fase, marcada para 11 e 12 de setembro. A disputa contou com participantes desde o 6º ano do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio, incluindo também estudantes da 4ª série do ensino técnico.
Na rede estadual, 6.524 estudantes de 51 escolas marcaram presença na primeira fase, representando 33% do total de inscritos. O superintendente de Desenvolvimento do Ensino Médio da Seduc, Ricardo Lisboa, ressaltou a importância do engajamento:
“Ficamos muito felizes com a participação das escolas estaduais em uma olimpíada tão concorrida como a ONC. Isso mostra o foco e engajamento de nossos estudantes e professores, resultado de programas que fortalecem a aprendizagem, como o Professor Mentor.”
O coordenador da ONC em Alagoas, Professor Demetrius Morilla, reforçou que a olimpíada vai além da competição:
“A ONC é uma oportunidade de despertar talentos, aproximar os jovens da ciência e mostrar que o conhecimento transforma a sociedade. É um ato de amor ao conhecimento e à nossa juventude.”
Premiações de 2024
Na edição anterior da Olimpíada Nacional de Ciências, a Rede Estadual de Alagoas conquistou resultados expressivos: foram 84 estudantes premiados, incluindo 62 medalhistas — 32 de ouro, 18 de prata e 12 de bronze — além de 22 Menções Honrosas. O crescimento mais significativo foi no número de medalhas de ouro, que saltou de 10 em 2023 para 32 em 2024, um resultado três vezes maior.
Entre os destaques está Jamylle Oliveira, aluna da 2ª série do Colégio Tiradentes da Polícia Militar – Unidade Maceió, que garantiu a medalha de ouro. Ela compartilhou o impacto da conquista em sua trajetória:
“A medalha de 2024 representou crescimento pessoal. A preparação para a olimpíada me ensinou disciplina, gestão do tempo e consolidou minha paixão por Física e Química. Inspirou-me a buscar uma carreira na ciência.”
Para 2025, Jamylle projeta ainda mais desafios e aprendizados. Sua expectativa é que a olimpíada continue sendo um espaço de excelência acadêmica, capaz de preparar os estudantes para vestibulares, para o Enem e, ao mesmo tempo, abrir caminhos para novas oportunidades na área científica e profissional.